CHÁ PARA AS BORBOLETAS
Janela - espelho
meu.
Fragrância de almíscar selvagem
me violenta.
Menino com aura
violeta.
Jovem com juba desgrenhada.
Velocidade lenta.
Garganta do poço
este túnel
cinza, onde trafego dias.
Penso na infância,
sombra
dos eucaliptos, recanto secreto
onde eu servia chá às borboletas
.
Bárbara Lia